Osteotomia do Joelho – O que é, como é feita
O nome osteotomia significa corte ósseo. Assim, em uma osteotomia do joelho, a tíbia ou o fêmur são cortados e depois remodelados para equilibrar a pressão (ou força) que passa na articulação do joelho. A osteotomia é indicada em pacientes que possuem osteoartrite em estágios iniciais, causada por angulações do membro inferior, que fazem a força do peso do corpo ser maior em um dos lados da articulação do joelho. Ao alinhar o membro e retirar peso do lado sobrecarregado da articulação, a osteotomia poderá aliviar a dor e melhorar significativamente a função do mesmo.
De maneira geral, a osteotomia do joelho possui três objetivos principais:
- Transferir o peso da região com artrite no joelho para uma área mais saudável, de modo que a região afetada pela doença receba menos impacto no dia-a-dia, o que reduz a dor e torna os movimentos do paciente mais seguros e estáveis;
- Corrigir o mau alinhamento do joelho, em casos de pessoas que possuem joelhos alinhados de maneira incorreta, como joelho valgo e varo;
- Prolongar a vida útil da articulação, ao melhorar seu funcionamento e reduzir o seu desgaste.
Uma vantagem do procedimento é que, ao preservar a anatomia do joelho, a osteotomia bem-sucedida irá adiar a necessidade de uma prótese por vários anos. Além disso, não há restrição às atividades físicas após o tratamento (cirurgia e reabilitação física) – o paciente poderá executar seus exercícios favoritos como de costume.
Entretanto, como todo procedimento cirúrgico, a osteotomia possui suas desvantagens: por exemplo, o alívio da dor não é tão previsível após esta intervenção em comparação com a prótese do joelho parcial ou total. Além disso, a recuperação de uma osteotomia é mais longa e difícil, porque o paciente não poderá suportar todo o peso no joelho operado imediatamente.
Como os resultados da artroplastia do joelho total e parcial (unicompartimental) têm sido bem sucedidos, a osteotomia de joelho vem perdendo espaço como preferência dos cirurgiões para tratar a osteoartrite nos estágios iniciais. Ainda assim, é a melhor opção para muitos pacientes que não querem realizar a substituição do joelho por próteses, ou que precisam alinhar o membro inferior, a fim de evitar o desenvolvimento da artrose no joelho.
Procedimento da Osteotomia
A maioria das osteotomias para artrite do joelho é feita na tíbia, e servem para corrigir o desalinhamento das pernas arqueadas para a parte interna do corpo, o que leva a um maior estresse na parte interna do joelho. Esses pacientes são os que apresentam o joelho varo (joelhos “para fora”e tornozelos “para dentro”).
Durante esse procedimento, pode-se cortar o osso no lado medial (interno) da tíbia, e fazer uma abertura nesse corte, de forma que a perna sera afastada lateralmente (para fora) e o membro ficará alinhado.
Há também outra técnica que busca o mesmo resultado. Nessa, uma cunha de ossos é removida da parte externa da tíbia. Quando o cirurgião fecha a cunha, ele alinha ou endireita a perna.
Como resultado, esse procedimento deixa o membro inferior mais retificado e cria mais espaço entre os ossos do lado interno, que estaria com osteoartrite. Dessa forma, o joelho pode suportar o peso de maneira mais uniforme, aliviando a pressão do lado dolorido.
A osteotomia tibial foi realizada pela primeira vez na Europa, no fim da década de 50. O procedimento também é chamado de “osteotomia tibial alta”.
Tal cirurgia é mais eficaz para pacientes com IMC ideal e ativos com menos de 60 anos. Além disso, bons candidatos têm dor em apenas um dos lados do joelho e nenhuma dor sob a rótula (patela). A dor no joelho deve ser causada principalmente por atividade física, bem como por ficar de pé por muito tempo. O candidato deve ainda ser capaz de estender completamente o joelho e dobrá-lo ao menos em 90°. Pessoas com artrite reumatóide não são bons candidatos para a osteotomia.
Durante a cirurgia, o cirurgião fará uma incisão na parte frontal do joelho, começando abaixo da patela. Ele planejará o tamanho correto da cunha usando exames de imagem como a radiografia panorâmica dos membros inferiores. Após o corte adequado, o médico irá inserir uma placa e parafusos para manter os ossos no lugar até que a osteotomia cicatrize.
O procedimento que faz a osteotomia e retira os ossos é chamado de “Osteotomia em Cunha de Fechamento”. Na técnica mais usada hoje a cunha de osso é aberta e um enxerto é adicionado para preencher o espaço e ajudar na consolidação da osteotomia. Este procedimento é chamado de “Osteotomia em Cunha de Abertura”.
Se precisa de mais informações, agende uma consulta com médico ortopedista especialista em joelho.